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terça-feira, 17 de agosto de 2010

ATO I – Da vida/do ator.

Eu sou assim,

Não devo explicação à ninguém.

Tal qual o poeta deve ser,

Posto que poeta que nunca sentiu

No seu mais íntimo a alegria, a felicidade,

Junto com a tristeza melancólica das tragédias,

Nem mesmo viu os delírios da loucura passional,

Não se eleva mais do que uma fraude

Que coloca palavras bonitas

Numa métrica bem feita.


Eu sou assim,

Como ator e como poeta

Vivendo de copo em copo,

De bar em bar e mesa em mesa;

De mulher em mulher,

Seio em seio,

Corpo em corpo. E não aceito,

Não aceito quem queira viver comigo,

Há muito meu portosseguro se perdeu,

Até minha própria vontade se escondeu.


Oh, Lady Macbeth!

Tal como eu não passas de um reflexo.

Sim, reflexo de Dionisius,

Deus que pela sociedade renegado,

Mesmo com todas as alegrias das orgias

É apenas um filho por seu pai mimado.

Filho de Zeus,

-Óh Zeus, o grande fodedor!-

Baco é alguém louco e maléfico,

Mas mesmo assim

Portador da felicidade e da liberdade

Já que quem a ele se entrega

Se liberta, se descobre

E manda às favas todo o resto.


Ator é isso,

Poeta da vida.


Fim do Primeiro Ato!


Sinceramente,

Inspirado.

Um comentário:

Diego disse...

Cara, sabe q tu me enche tanto o saco q as vezes esqueco q vc eh legal,heheh e escreve bem pra caralho!!!! Muito bom este post no blog, muito bom mesmo,nem Nicolla faria melhor!