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Escoteiro e Acadêmico de Teatro - Licenciatura na Universidade Federal de Pelotas

domingo, 13 de novembro de 2011

Encruzilhada

Do que adianta continuar em um caminho
Se adoeceu a disposição
E morreu aquele sorriso
Que eu tinha pra mostrar

Só quero continuar
Se ainda houver a esperança
De quando eu chegar lá
Que vai valer a pena

A Força de vontade de um leão. O olhar cansado de ancião.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Sentimento demasiado reticente. Humano demasiado paciente.

E foi numa noite ao acaso que se estendeu por dias e meses que as palavras começaram a serem proibidas e a tudo ficar mais leve.
As palavras vem, trancam, angustiam, querem sair, ser ditas. Não Podem. Se saírem acaba tudo, vem o peso do compromisso, do dever, da cobrança, e devasta a pureza do que ta aí. Vira um furacão de confusos sentimentos que arrasta tudo pra Oz e depois fica difícil achar a estrada de tijolos dourados.
Concordo com o Nenê,  o bom mesmo é o café, é rasgar a garganta enquanto se engole. Eu gosto mesmo é de cachaça, o café é muito enjoativo pra mim, mas tudo bem, os dois servem pr`essa metáfora.

Sem a sentença proferida pela boca tudo se confundiu, naturalmente, e tudo se acertou, obviamente.
Ficou mais fácil agora, é sem compromisso, mas eu sei que quero, e acho que você também.

Agora é sentimento, é gostar, é querer seu abraço.
Mas ainda é amizade, ainda é café.

domingo, 2 de outubro de 2011

Ética educacional do teatro como agente político.





Existe algum momento histórico em que a política não foi considerada importante? Existe algo que aconteça na vida do ser humano sem consequência política de qualquer espécie?  Perguntar se o teatro político tem importância hoje é o mesmo que perguntar se hoje a política ainda faz parte de forma necessária na condução da educação e reflexões que o teatro por vezes induz nos espectadores. É o mesmo que questionar a validade da liberdade de expressão que propicia o levantamento de questões da vida para serem debatidas e repensadas.

Erwin Piscator
O teatro atinge a educação de forma direta, pois suscita novas ideias, provoca a criatividade, a imaginação e por vezes chega à prepotência de obrigar a pensar. E o que seria a educação além da escolha de modos políticos de se comportar e pensar que são ensinados a alguém que ainda não está adestrado da forma que se quer?  Agindo assim o teatro é político, querendo ou não.
Mas o que é realmente considerado teatro político? Provavelmente aquele teatro que abre mão do seu posto de Arte para carregar junto uma ideologia, um ensinamento específico sobre um determinado ponto de vista, totalmente tendencioso e mais que educador, afunilador de ideias.  Não me interesso em qualificar isso como positivo ou negativo, mas considero uma prática que possui limitações e proíbe uma divulgação de ideias autônomas e capazes de dar autonomia reflexiva ao espectador.


Teatro, para ser uma arte do coletivo, sem ter política indutora, necessita ser Arte e abrir mão de dirigir vidas, abrir mão de ideologias e apenas questionar, suscitar dúvidas, apontar possíveis direções, sem empurrar ninguém para o caminho que se acha conveniente. Teatro que não abre mão de ser Arte, pois que Arte é aquilo que vem expressar a ideia de alguém, mas que ao se expor para o mundo, se torna livre e a única mensagem que transmite é a que o espectador resolve entender.


Bertolt Brecht
Então que cada conduta acaba por conceber resultados específicos e o teatro dito político produz resultados que não me interessam, assim sendo, este tipo de teatro ainda é sim muito útil para quem tem objetivos que necessitam afunilar pensamentos, mas eu fico com o Teatro Arte por pura opção política. O tempo dele foi importante, necessitou aparecer, mas agora o mundo tem outras demandas. 

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

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Presta atenção em mim.
Hoje estou aqui mas ainda não é o fim.
No fim tudo acaba bem.
Amanhã eu irei muito mais além!

Presta atenção em mim.
Eu vou mudar esse mundo,
Vou alterar todo o sistema louco,
Foi só pra isso que eu vim.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Como um cão parado de pé na rua tomando Sol.


A cidade anda tão fria e úmida que em cada raio de sol vem junto uma alegria - Uma alegria de viver, um sorvete de flocos e cobertura de morango, o gol decisivo do seu time na final de campeonato - e um sopro aliviado, um respiro bem aproveitado. Cada cidadão tem a pele esbranquiçada e reluzente, ninguém percebe ou sabe o porquê. Nova raça ou monstros esquisitos?

Anda tão frio na cidade
A úmidade sufoca e afoga
Eu paro na rua, insanidade,
Loucura demente e jocosa,
Eu paro na esquina virtuosa
Fora das sombras do prédios
Calor fraco, longe de médio,
Sinto a alma vitoriosa.

Eu completamente drogado,
parado na esquina como um cão
Fico ali, apenas parado
Vejo fumaça subindo do chão

A fumaça sobe,
A pele colore,
O calor é nobre.

Quando me dou conta, percebo que não era monstro nem raça nova. Aquela fumaça? minha vista andava tão fraca... Digo apenas que era vapor, vinha quente inclusive, o gelo derreteu. Não, não tinha gelo no chão. De onde vinha então esse vapor? Sei que ali, naquela hora eu não percebi, a sensação do calor pelo corpo me invadia e eu não consegui pensar em nada, apenas sentir cada célula se aquecendo e voltando à vida, mas era o gelo que recobria meu corpo que havia derretido.Agora eu sei, a coloração branca e reluzente na minha pele era fruto da fina camada de gelo que me recobria (a mim e a todos que moram aqui), era a úmidade congelada pelo frio desesperador em cima da minha pele, a falta de sangue circulando livremente. E como isso me doía o peito. Era então o branco reluzente do gelo e a falta de cor da falta de sangue na epiderme, as veias estavam todas contraidas ao máximo. Estranho foram os lábios que não arroxearam ou azularam, vermelhos como nunca eles buscavam calor, acho eu que calor humano.

Anda tão frio na cidade
A solidão aperta, comprime,
Eu paro na rua, insanidade,
A carência é o meu crime.

Eu paro entre braços
Quaisquer abraços...

Eu completamente drogado,
parado na esquina como um cão
Fico ali, apenas parado
A paixão enxendo o seu coração

O tesão sobe,
A pele colore,
Meu coração não é nobre.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Carta à Divina Companheira.

Eu peço que me entenda, que aceite que tenho lógicas racionais diferentes das padrões.
Peço, meu amor, que compreenda não essas lógicas, mas que elas existem também.
Seu Deus pode existir, mas nem por isso ele anula o meu universo auto-suficiente.
São pensamentos diferentes, verdades coexistentes.
Acredite em mim, confie que te amo e é você que importa.

Mas não pense que estou lhe dizendo racionalidades da boca pra fora,
que os sentimentos são todos iguais.
Os sentimentos são sensações e agem em nossas almas conforme nossa leitura de mundo.
A alma é uma, mas as formas de agir são várias e únicas.

Eu lhe quero bem, mas as maneiras de querer são tantas...

Não lhe quero menos, apenas lhe quero a minha maneira.
Te juro, ela é intensa e forte,
a paixão existe em mim assim como em você
Só o por onde ela é demonstrada que é diferente.

Você é o meu retorno a um mundo que eu ja havia deixado para trás,
São dois mundos se encontrando e o choque as vezes é elétrico demais.
Eu já passei pelo seu e consigo entender,
Agora te convido a vir conhecer esse meu.
Quero que tente entender meu mundo pois juntos vamos para outro lugar
Um lugar de misturas, onde meu mundo tem partes do seu
E o seu partes do meu.
Mas só iremos se formos juntos...

Sem você eu vou ficar aqui onde estou.
Sem você seu mundo não me interessa mais.
É você a única coisa que me faz achar que vale a pena viver assim,
do jeito que se vive ai.

Perdoa-me se não sou o príncipe que merece,
mas ele nunca poderei ser, pois pra mim os príncipes são mentiras vivíveis.
Eu poderia vive-lo mas seria apenas um personagem
E atuar é minha profissão mas não minha essência.
Sou sim um elfo, ser diferente que se assemelha a um humano,
Mas mesmo assim elfo.
Mas pra ti espero chegar nesse terceiro mundo onde ai sim serei príncipe,
mas serei elfo. Príncipe elfo que tem ao lado uma nova deusa agora deusa dos elfos.


Humildemente,
Te quero!